Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias, Cooperativas, Agroindústrias da Alimentação de Rio Grande
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29.10.2008  - Comissão de Trabalho aprova o nefasto PL 4.302/98 do ex-presidente FHC

 

    Governo neoliberal implantado por FHC deixou rastros nojentos para a vida dos trabalhadores Com cinco destaques, foi aprovado o Projeto de Lei que dispõe sobre as relações de trabalho na empresa de trabalho temporário e na empresa de prestação de serviços a terceiros.
    É mais uma das heranças malditas dos tucano Na última semana, a Comissão de Trabalho da Câmara aprovou com cinco destaques, o PL 4.302/98, do ex-presidente neoliberal Fernando Henrique Cardoso, que dispõe sobre as relações de trabalho na empresa de trabalho temporário e na empresa de prestação de serviços a terceiros. A matéria ainda será examinada pela Comissão de Constituição e Justiça, antes de ir a votos no plenário. Estranhamente, apesar dos alertas do DIAP, a mensagem do Executivo 389, que pede o arquivamento do projeto, encaminhada pelo presidente Lula assim que assumiu o primeiro mandato, não é lida e votada pelo plenário da Câmara. Como se vê, a agenda sindical positiva no Congresso é ignorada pela base aliada.

     O Fórum Sindical dos Trabalhadores (FST) articula movimento para que o plenário vote a mensagem de Lula para arquivar o projeto. O projeto de lei representa o fim do vínculo empregatício, que poderá até existir no papel, mas dificilmente será adotado pelas empresas.

    Veja por que: 1 - O projeto generaliza a contratação terceirizada em caráter permanente e para qualquer atividade, urbana ou rural, inclusive do mesmo grupo econômico. A empresa poderá ter 100% dos seus funcionários por terceirização ou até mesmo quarteirização.
    2 - A proposição assegura não haver "vínculo empregatício entre os trabalhadores ou sócios das empresas prestadoras de serviços (...) e a empresa contratante". Ora, isso legaliza aquela situação em que a empresa "propõe" ao seu empregado a abertura de uma empresa ou a adesão a uma pseudocooperativa. Um prato cheio para a Super-Receita analisar... Afinal, quem são os "sócios" se não os funcionários que passaram a condição de "prestador de serviços", cooperados ou não ?. Esse é o grande "pulo do gato". Livra a empresa do ônus de contratar, promovendo, simultaneamente as reformas trabalhista e tributária.
    3 - Ainda que exista vínculo do empregado com a empresa prestadora de serviço, uma coisa é certa: ao contratar "serviços" e não mais pessoas, a empresa estará livre de cumprir as regras estabelecidas por Convenções Coletivas dos empregados agora substituídos por "terceirizados".
    4 - A proposta ainda retroage no tempo e declara "anistiadas dos débitos, das penalidades e das multas" as empresas que vinham contratando irregularmente os trabalhadores, antes da eventual mudança.
    5 - Pior ainda: a nova modalidade instituída pelo projeto não vale para as empresas que já vinham contratando irregularmente (as mesmas que serão anistiadas). Para essas, os contratos "poderão adequar-se à nova lei", mediante contrato entre as partes.
    6 - O projeto ainda exime a empresa tomadora dos serviços da responsabilidade pelo não-pagamento das contribuições previdenciárias e/ou trabalhista. Embora seja ela a maior beneficiária, sua responsabilidade é apenas subsidiária em relação aos danos causados ao trabalhador ou aos cofres públicos. Além de introduzir a terceirização como norma legal, o PL 4.302 altera as regras de contratação temporária, também por empresa interposta. Entre outras medidas, um trabalhador poderá permanecer em uma empresa como "temporário" por até 270 dias ou prazo ainda maior, se constar de acordo ou convenção coletiva. Ao final do contrato, sai da empresa com uma mão na frente e outra atrás... A proposta também cuida de assegurar que não existe vínculo empregatício entre o empregado temporário e a empresa contratante. Portanto, mais do que flexibilizar, o PL 4.302/98 rasga e joga na lata do lixo os parcos direitos conquistados pelos trabalhadores com a Consolidação das Leis do Trabalho. Clique aqui para ler o artigo Precarização da Vida e do Trabalho: 1998, o ano que (ainda) não terminou elaborado pelo DIAP - Departamento Isntersindical de Assessoria Parlamentar.


21/10 - Brigada Militar, com o aval da Governadora Yeda, usa de violência

para reprimir manifestações dos trabalhadores

A Marcha dos Sem nunca tinha sido reprimida com tamanha violência

    A Federação dos Trabalhadores nas Indústrias da Alimentação, a CUT e os movimentos sociais participaram na tarde de quinta-feira, 16 de outubro, da 13ª Marcha dos Sem, no centro de Porto Alegre. A pacífica manifestação e protesto contra uma série de desmandos no Estado, praticados pelo Governo Yeda, transformou as imediações do Palácio Piratini num “ campo de ação da Brigada Militar”.
    Mais de 500 policiais enfurecidos impediram o acesso do caminhão ao espaço tradicionalmente usado para manifestações. Durante a negociação para liberar o acesso, três bombas de efeito moral foram lançadas no meio da multidão.
    Mais de 20 trabalhadores ficaram feridos, nove foram conduzidos ao Hospital de Pronto Socorro da capital.
    O barulho e a fumaça, provocados pelos artefatos, serviram de cortina para que balas de borracha fossem lançadas no meio da multidão.
    As lideranças sindicais e dos movimentos sociais já deixaram claro que essa postura do governo do estado e da Brigada Militar não irá intimidar os trabalhadores. Ao assinar com a repressão às manifestações públicas, Yeda deixa claro que não tem pulso para governar o estado. É um governo covarde, sem nenhuma capacidade de negociar, que faz uso da violência para se impor. Yeda não pode continuar governando um estado que sempre esteve na vanguarda positiva. Hoje, continua na vanguarda, só que pelo lado negativo, o lado da intolerância.


 Federação denuncia risco de deserto verde no RS

     A Federação dos Trabalhadores nas Indústrias da Alimentação do Estado do Rio Grande do Sul, entidade que congrega 40 sindicatos filiados e representa mais de 100.000 trabalhadores em suas bases já expressou sua preocupação com o tema no início deste ano, quando entregou documento ao presidente Luis Inácio Lula da Silva onde registra a preocupação da categoria com a execução de políticas públicas federais e estaduais que vem penalizando os trabalhadores, como também a população em geral, e que vem causando a diminuição da produção de alimentos no Estado, em função dos investimentos na monocultura do eucalipto e suas conseqüências em termos de segurança alimentar e principalmente na queda de postos de trabalho. O nosso estado, tipicamente agrícola e produtor de alimentos, aos poucos esta se transformando em um deserto verde, significando diminuição de alimentos e terra estéril. Neste dia 16, queremos que as autoridades se conscientizem da importância que o tema expressa, e desenvolvam programas de incentivo a produção de alimentos, para que seja possível em um menor tempo possível minimizar o sofrimento de milhares de pessoas que estão ficando cada vez mais sem acesso ao alimento.


Seminário Formação Sindical sobre Rescisão de Contrato
Dias 24 e 25 de julho de 2008 - Rio Grande/RS

    Com a renovação e atualização dos quadros das diretorias das entidades sindicais, o Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias Cooperativas, Agroindústrias da Alimentação do Rio Grande convida para o Seminário de Formação Sindical sobre Rescisão de Contrato que acontecerá nos dias 24 e 25 de julho de 2008.
    Local: Sede do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias, Cooperativas Agroindústrias da Alimentação de Rio grande – RS. Avenida Portugal, nº 156 – Cidade Nova – Rio Grande-RS - Fone: (53) 3232-7787.   
      Investimento: R$ 10,00 (dez reais) por participante com direito ao almoço no dia 25 de julho.
      Inscrições até o dia 18 de julho de 2008.
     
Maiores informações na sede do Sindicato ou através do telefone (53) 3232-7787, ou, ainda pelo endereço eletrônico  sindalirg@viacabo.com.br 

Promoção:
Secretaria de Formação e Informação Sindical do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Alimentação de Rio Grande.
Apoio:
Lindenmeyer & Associados S/C


29/06/2008 - Trabalhadores da Alimentação realizam 9º Congresso Estadual da categoria

     Os trabalhadores nas indústrias da alimentação do Rio Grande do Sul estiveram reunidos no 9º Congresso Estadual da categoria, realizado no Balneário Pinhal, de 26 a 28 de junho quando debateram temas importantes que serão traçados pela categoria no próximo semestre.
     O evento foi realizado pela Federação dos Trabalhadores nas Indústrias da Alimentação do RS (FTIA-RS) e reuniu representantes sindicais do setor de todo o Estado. O congresso é realizado a cada três anos e tem a finalidade de discutir a conjuntura política, estadual, nacional e internacional. "Além de disso, também é apresentado neste congresso o balanço das atividades da Federação e as entidades sindicais associadas a Federação também debatem teses elaboradas em suas bases", explica o presidente da FTIA-RS, Cairo Fernando Reinhardt.
     "O congresso é um evento que envolve todos os sindicatos da base. Nosso objetivo é refletir sobre as práticas que vêm sendo desenvolvidas pelo movimento sindical e deliberar sobre metas e objetivos que deverão ser alcançados e deliberados nos próximos anos", conclui Reinhardt.



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